Antes de fotografar, converso. Preciso saber quem é quem, quem se dá bem com quem, quem não gosta de câmera e o que vocês costumam fazer quando estão juntos. Essa conversa vale mais do que qualquer direção de pose.
No dia, proponho situações em vez de posições: caminhar, cozinhar, ficar no sofá, brincar no chão com as crianças. As pessoas relaxam quando têm algo para fazer, e é nesse intervalo entre uma coisa e outra que a fotografia acontece.
Faço, sim, alguns retratos mais organizados — principalmente quando há avós ou a família toda reunida, o que nem sempre se repete. Mas eles são parte do encontro, não o motivo dele.