Aniversário infantil · Curitiba
Benício, 10 anos em Curitiba: quando o número 10 saiu do bolo e entrou em campo

- Cidade
- Curitiba
- Evento
- Aniversário infantil
- Data
- 25/07/2026
Na festa de 10 anos em Curitiba do Benício, o número 10 aparecia antes mesmo dele entrar na fotografia. Estava no topo do bolo, cercado por bolas de futebol, pequenas taças douradas e troféus. Atrás da mesa, uma bola enorme atravessava a rede como se o cenário inteiro tivesse sido congelado no segundo exato de um gol.
Então o Benício apareceu. Camisa vermelha da Espanha, número 10 no peito, chuteiras acesas pelo verde do campo e o próprio nome estampado nas costas. A partir dali, o futebol deixou de ser apenas o tema da decoração. Virou a maneira como aquela festa seria vivida.
E foi isso que tornou essa história interessante para mim: havia uma mesa preparada para falar sobre futebol, mas havia também um menino de dez anos pronto para transformar o tema em movimento.
Antes de Benício entrar, o número 10 já estava esperando por ele
Eu gosto de fotografar a decoração antes que todo mundo chegue porque esse é um dos poucos momentos em que dá para perceber a quantidade de decisões que construíram o cenário. Na festa do Benício, quase tudo conversava com o mesmo universo: o bolo em formato de campo e bolas, as redes brancas, as taças, os troféus, o verde do gramado e os balões azuis e brancos.
Mas o detalhe que mais organizava a história era justamente o número 10. Ele não aparecia como um enfeite qualquer. Voltava no bolo, na camisa e, depois, nas fotografias em campo.
Quando um tema está tão ligado ao aniversariante, ele deixa de funcionar apenas como decoração bonita. Ele começa a dar pistas sobre quem aquela criança é naquele momento da vida.
A camisa fez o tema deixar de ser decoração
O Benício não estava fantasiado de jogador. Estava vestido para uma festa que tinha a cara dele. A camisa da Espanha trazia o número 10 na frente e, nas costas, o nome BENICIO ocupava o lugar que normalmente pertenceria a um atleta profissional.
Esse tipo de detalhe muda completamente a fotografia. De frente para a mesa, ele conversa com o cenário. De costas, já não é mais sobre a seleção ou sobre algum jogador famoso. É o nome dele que aparece acima do número.
Em uma das imagens, ele segura a própria camisa pelo peito. Em outra, vira de costas e mostra o nome. São fotografias simples, mas que provavelmente vão explicar muito daquele aniversário quando o futebol, a chuteira, o time preferido ou até o tamanho daquela camisa já tiverem mudado.
A festa mudou de lugar quando ele pisou no campo
Até ali, o futebol estava na mesa. Depois ele foi para onde fazia mais sentido: o campo.
Com luvas de goleiro e a bola entre as mãos, o Benício passa a ocupar um cenário completamente diferente. Sai o fundo montado, entram as traves, o gramado e a profundidade de uma quadra pronta para jogo. A fotografia também precisa mudar de comportamento.
Na mesa, eu consigo trabalhar com pequenos ajustes, reunir a família e aproveitar alguns segundos mais organizados. No campo, a lógica é outra. A criança quer se mexer. A bola não fica onde a gente manda. E é justamente aí que tentar controlar demais começaria a desmontar a própria história.
Festas com essa mudança de ritmo são um bom exemplo de por que o tempo de cobertura precisa acompanhar o que realmente vai acontecer. No texto sobre quantas horas de fotógrafo para festa infantil, eu falo justamente sobre isso: não basta calcular o parabéns. Às vezes a parte que mais diz sobre a criança acontece quando todo mundo já saiu de perto do bolo.
Aos dez anos, fotografar é acompanhar aquilo que a criança escolhe fazer
Uma criança de dez anos já sabe muito bem quando está sendo fotografada. Ela também sabe quando alguém está tentando fazê-la repetir uma cena que já perdeu a graça.
Por isso, nessa idade eu prefiro criar os retratos que fazem sentido e depois acompanhar. Se o Benício quer segurar a bola, mostrar a camisa, ir para o gol ou simplesmente ficar no campo, é dali que a fotografia precisa partir.
Isso deixa a história mais pessoal. O sorriso diante da mesa tem um significado. O mesmo sorriso segurando uma bola com as luvas de goleiro tem outro. As duas imagens pertencem ao mesmo aniversário, mas mostram lados diferentes dele.
E essa variedade é uma das coisas que eu mais gosto em festas de crianças maiores. A comemoração começa a carregar gostos, referências e pequenos sinais de identidade que já não foram escolhidos somente pelos adultos.
No meio do futebol, a família continuava sendo o ponto de referência
Uma das fotografias da festa reúne o Benício com os pais e a irmã diante da mesa. O pai também aparece de vermelho, entrando visualmente naquele universo do futebol. A irmã, em outro momento, encontra um jeito bem próprio de aparecer: surge no meio das letras gigantes de “GOOL”, como se tivesse descoberto uma janela feita só para ela.
Eu gosto dessas pequenas invasões do roteiro. A família não precisa estar perfeitamente alinhada o tempo inteiro para aparecer de verdade nas fotografias.
O retrato clássico tem seu lugar porque registra quem estava ali. Mas uma irmã espiando por dentro de uma letra, um pai entrando no tema da festa ou uma criança mais preocupada com o campo do que com a posição das mãos ajudam a lembrar como aquelas pessoas se relacionavam naquele dia.
O tema ficou mais interessante quando ganhou movimento
Se eu olhasse apenas para a decoração, conseguiria dizer que o aniversário tinha futebol, bolas, redes e troféus. Depois de olhar para a sequência inteira, dá para dizer outra coisa: o futebol estava misturado à maneira como o Benício se apresentava.
Estava na camisa personalizada. Estava no número 10. Estava nas luvas. Estava no campo. Estava no jeito de segurar a bola e na escolha de ir para perto da trave.
É por isso que eu tento não separar tanto “foto da decoração” de “foto da criança”. A melhor história aparece quando uma coisa encontra a outra. O cenário explica o tema. A criança explica por que aquele tema estava ali.
Se você está imaginando uma festa em que a criança também vai sair da mesa, correr, jogar, brincar ou ocupar vários espaços diferentes, é exatamente esse movimento que eu procuro acompanhar na minha fotografia de festa infantil em Curitiba. E, quando o lugar e a data já estiverem definidos, você pode me contar como vocês estão imaginando a comemoração. A conversa sobre a cobertura começa melhor quando eu sei o que a criança realmente gosta de fazer.
Daqui a alguns anos, talvez o número 10 conte uma história diferente
Esse é um dos detalhes mais bonitos de fotografar uma criança aos dez anos: tudo parece muito definido naquele momento e, ao mesmo tempo, está prestes a mudar de novo.
Talvez o Benício continue amando futebol. Talvez troque de posição, de time, de camisa ou de esporte. Talvez um dia olhe para aquela foto de goleiro e lembre exatamente de por que queria usar aquelas luvas. Talvez a família enxergue na camisa larga, no corte de cabelo e no sorriso uma versão dele que já não existe mais.
Por isso, quando volto às imagens dessa festa, o que mais me interessa não é apenas o cenário bonito ou o tema bem executado. É perceber que o aniversário guardou uma espécie de retrato de fase.
O número 10 estava no bolo. Depois foi para a camisa. A camisa foi para o campo. E, no meio disso tudo, ficou registrado quem era o Benício naquele aniversário.
Contato
Vamos conversar sobre a sua data
O WhatsApp é o canal principal de atendimento. Respostas em horário comercial.