Aniversário infantil · Curitiba
Liam, 6 anos em Curitiba: quando a festa virou uma aventura Pokémon

- Cidade
- Curitiba
- Evento
- Aniversário infantil
- Data
- 26/07/2026
Na festa de 6 anos em Curitiba do Liam, o primeiro impacto vinha das cores. Vermelho, azul e amarelo tomavam o salão, Poké Bolas apareciam por todos os lados e o cenário parecia ter saído de uma aventura Pokémon. Mas, no meio de tudo aquilo, havia uma cena que dizia mais sobre a festa do que qualquer decoração: Liam ajoelhado no gramado, abraçado a um Pikachu quase do tamanho dele.
Ali o tema deixava de ser pano de fundo. Virava brincadeira, companhia e um pedaço do universo que ele reconhecia. Para mim, é quando uma festa temática começa a ficar realmente interessante para fotografar.
Porque o trabalho não é só mostrar que havia Pokémon na comemoração. É perceber o momento em que aquele mundo passa a ter a medida da criança.
O salão parecia enorme até Liam aparecer no meio dele
Antes de olhar para as pessoas, o cenário já contava bastante coisa. Havia balões em grandes volumes, personagens espalhados em diferentes alturas, doces organizados entre cores fortes e um painel com Ash, Pikachu e outros Pokémon ocupando praticamente toda a parede.
No centro, uma grande Poké Bola puxava o olhar. Em volta, Pikachu, Squirtle, Charmander e outros personagens deixavam a decoração com aquela sensação de jogo montado em tamanho real.
Mas a escala muda quando o Liam entra na fotografia. No retrato mais aberto, ele aparece pequeno diante de tudo aquilo. E isso é justamente o que torna a imagem interessante. A festa foi preparada para ele, mas por alguns segundos parece que ele acabou de entrar em um mundo muito maior.
Pikachu acabou dividindo o protagonismo sem roubar a cena
Em outra fotografia, Liam está mais perto. Ajoelhado, sorrindo e abraçado ao Pikachu, ele já não parece apenas alguém posicionado diante do tema da festa. Parece confortável dentro dele.
Eu gosto dessa diferença. Uma criança ao lado de um personagem pode ser só um retrato. Mas quando existe gesto, aproximação e expressão verdadeira, a foto ganha outra camada. O personagem ajuda a contar do que ele gostava aos seis anos. O sorriso conta como ele estava vivendo aquele momento.
Também é uma fotografia que mostra como pequenos detalhes da infância envelhecem bem. Daqui a alguns anos, talvez o Pikachu continue familiar. O que vai mudar completamente é o tamanho do Liam perto dele.
Aos seis anos, o tema já faz parte da personalidade da festa
Existe uma diferença grande entre fotografar um primeiro aniversário e fotografar uma criança de seis anos. Nessa idade, o aniversariante já reconhece o tema, reage aos personagens, sabe do que gosta e participa muito mais conscientemente do que está acontecendo.
Isso muda a cobertura. O cenário continua importante, mas eu presto mais atenção na relação da criança com aquilo que foi escolhido para ela. Quero ver onde ela para, para onde olha, quem chama para perto e quais momentos realmente arrancam uma reação.
É por isso que festa infantil não funciona muito bem quando tentamos transformar tudo em uma sequência rígida. Aos seis anos, a criança já tem um roteiro próprio. E, quase sempre, ele é mais interessante que o nosso.
Quando chegou a hora da vela, a aventura virou encontro de família
Mais tarde, o cenário continuava o mesmo, mas a energia era outra. A grande Poké Bola que antes fazia parte da decoração passou a dividir espaço com uma vela em forma de número 6. Liam se aproximou para soprar, enquanto a família se reuniu ao redor.
É um daqueles momentos em que a festa fecha o quadro. O que estava espalhado pelo salão se concentra em poucos metros. A criança, os pais, quem estava por perto, o bolo, a vela e as reações acontecem quase ao mesmo tempo.
Na fotografia, gosto especialmente de como cada pessoa reage de um jeito. Liam está focado no sopro. O pai se inclina sorrindo. A mãe acompanha a cena de perto. Outro menino aparece logo atrás, rindo junto. Ninguém precisa fazer a mesma expressão para a imagem funcionar. Na verdade, é justamente essa diferença que deixa a fotografia viva.
O retrato de família ganhou sentido porque veio depois de tudo isso
Também existe espaço para o retrato mais organizado. Em uma das imagens, os quatro aparecem reunidos diante do cenário, já sem a urgência do momento da vela. É outro tipo de fotografia, mais frontal, mais calma, mas que funciona melhor quando faz parte de uma sequência maior.
Sozinha, ela mostra quem estava ali. Depois das outras imagens, ela ganha contexto. A gente já viu Liam dentro do cenário, perto do Pikachu e diante da vela. Quando a família finalmente para junta, a fotografia não parece uma obrigação do roteiro. Parece uma pausa.
Essa é uma das razões pelas quais o tempo de cobertura importa. Se você está organizando uma festa e tentando entender quantas horas de fotógrafo fazem sentido para uma festa infantil, vale pensar menos no número isolado e mais em quais partes dessa história você gostaria de conseguir rever depois.
Uma festa de 6 anos em Curitiba pode ser lembrada pelo que aconteceu entre as poses
Quando olho para as fotografias do Liam, o tema Pokémon está em toda parte. É impossível não vê-lo. Mas ele funciona melhor justamente porque não precisa carregar a história sozinho.
O que dá vida à sequência é o Liam aparecendo em escalas diferentes dentro daquele universo: pequeno diante do salão, colado ao Pikachu, inclinado para apagar a vela e depois junto da família. São cenas simples, mas cada uma ocupa um lugar diferente na memória daquele dia.
É essa mistura que tento construir na minha fotografia de festa infantil em Curitiba: registrar o cenário sem esquecer quem está vivendo dentro dele, fazer os retratos que a família quer guardar e, ao mesmo tempo, continuar atento ao que acontece sem aviso.
Se a sua festa já tem data, tema e uma criança contando os dias, você pode me contar como está imaginando esse dia. A conversa costuma começar por aí, muito antes da primeira fotografia.
No fim, Liam não estava apenas em uma festa Pokémon
Ele estava vivendo o próprio aniversário aos seis anos. E essa diferença parece pequena até a gente olhar as imagens juntas.
O Pikachu gigante ajuda a localizar a infância dele naquele momento. A Poké Bola, os balões e os personagens mostram o universo escolhido para a comemoração. A vela registra a idade. A fotografia em família mostra quem estava perto.
Mas é o jeito do Liam no meio disso tudo que costura a história. O sorriso ao lado do Pikachu, o corpo inclinado para apagar a vela e a maneira como ele aparece cercado pela família transformam uma decoração muito bem produzida em algo que pertence apenas àquela festa.
E talvez seja esse o ponto de fotografar aniversários assim. O tema pode se repetir em muitas festas. A história daquela criança, naquele ano, não.
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