Pular para o conteúdo
Gus WanderleyFotografia · Curitiba

Aniversário infantil · Curitiba

Martina, 7 anos em Curitiba: entre cambalhotas, flores e o sopro das velas

Movimento, flores e família em uma festa de 7 anos que começou de cabeça para baixo e terminou diante da vela acesa.
Cidade
Curitiba
Evento
Aniversário infantil
Data
10/07/2026

Nas primeiras imagens da festa de 7 anos em Curitiba da Martina, ela não está diante do bolo, nem olhando para a câmera. Está de cabeça para baixo, com as mãos apoiadas no chão e as pernas abertas no ar, no meio de um deck de madeira.

Eu gosto quando uma história começa assim. Sem apresentação formal, sem “agora vamos fazer a foto”. Só uma criança de sete anos ocupando o espaço do jeito dela, com aquela mistura de energia, confiança e vontade de brincar que não espera ninguém terminar de organizar o roteiro.

Horas depois, a cena muda completamente. Martina aparece diante do bolo, cercada pela família, soprando as velas entre flores, borboletas, tons de rosa e uma mesa cheia de detalhes. Entre uma imagem e outra existe justamente o que eu procuro numa festa infantil: a distância entre o que foi preparado e o que aconteceu de verdade.

Antes do bolo, Martina já tinha transformado o espaço em brincadeira

Uma festa de sete anos tem outro ritmo. A criança já chega com opinião, personalidade, amigos, brincadeiras preferidas e uma disposição bem diferente daquela de um primeiro aniversário. Ela não precisa descobrir o espaço devagar. Muitas vezes, em poucos minutos, já decidiu onde quer estar.

Com a Martina, uma das primeiras cenas que me chamou atenção foi justamente esse movimento. Roupa confortável, cabelo solto, um espaço aberto à frente e uma cambalhota que parecia muito mais importante naquele instante do que qualquer fotografia planejada.

E esse tipo de cena diz bastante sobre como eu gosto de trabalhar. Eu poderia pedir para ela parar, olhar para mim e repetir o movimento. Mas a graça está justamente no contrário: perceber o que já está acontecendo e estar pronto quando aquilo vira fotografia.

Aos sete anos, a festa não pede que a criança fique parada

Conforme a criança cresce, muda também a maneira de fotografar. Aos sete anos, ela já percebe a câmera, sabe quando alguém está tentando dirigir uma pose e, muitas vezes, deixa bem claro quando prefere continuar brincando.

Por isso eu tento criar espaço para a festa respirar. Não significa abandonar os retratos de família ou as fotografias mais organizadas. Significa não deixar que eles tomem conta do aniversário inteiro.

Na história da Martina, o movimento ajuda a mostrar quem estava no centro daquela comemoração. Não é apenas “uma menina fazendo uma estrela”. É uma criança de sete anos usando o corpo, o espaço e a própria energia para transformar uma tarde em lembrança.

O lado de fora deixou a fotografia acompanhar outra versão da festa

Quando parte da comemoração acontece em uma área aberta, a fotografia muda junto. O fundo deixa de ser apenas uma parede decorada. Entram madeira, árvores, profundidade, luz natural e espaço suficiente para a criança realmente se mover.

Isso também muda o meu lugar. Em vez de conduzir a cena, consigo esperar um pouco mais, observar por onde a criança circula e trabalhar com o ambiente que ela mesma escolheu.

É uma das razões pelas quais eu gosto de pensar o espaço como parte da história, e não apenas como endereço. Se você ainda está decidindo onde comemorar, o texto sobre festa infantil em casa ou buffet aprofunda justamente como essa escolha muda o ritmo, a luz e até os tipos de fotografia que costumam aparecer.

Depois, flores e borboletas mudaram o ritmo da história

Mais tarde, a energia da festa encontra outro ponto de concentração: a mesa. O cenário da Martina era delicado sem ser silencioso. Flores de verdade se misturavam com flores decorativas, borboletas apareciam nos doces e no bolo, e os tons de rosa, lilás, amarelo e verde davam à composição um ar leve.

É bonito perceber como a mesma criança que, pouco antes, ocupava um espaço inteiro com movimento aparece depois cercada por detalhes pequenos. A festa vai fechando o foco. O que antes era corpo e espaço vira rosto, família, vela acesa e todo mundo chegando mais perto.

Essas mudanças de ritmo são parte importante da cobertura. Uma festa não precisa manter a mesma intensidade o tempo inteiro. E eu não preciso fotografá-la sempre do mesmo jeito.

A hora da vela reuniu o que a tarde tinha espalhado

No parabéns, as pessoas naturalmente se aproximam. Quem estava conversando em outro canto vem para perto. A criança que passou boa parte do tempo indo de um lado para outro finalmente para por alguns minutos. E é nessa concentração que aparecem algumas das fotografias mais familiares da festa.

Na imagem da Martina soprando a vela, gosto especialmente do contraste com aquela primeira cena de movimento. Agora ela está parada, mas não porque alguém pediu. Está parada porque aquele momento pede isso. A expressão, o bolo, a chama e a família em volta fazem a fotografia acontecer por conta própria.

É esse tipo de diferença que me interessa. Não quero que todas as fotos tenham a mesma energia. Quero que, juntas, elas devolvam o ritmo do dia.

Uma festa de 7 anos em Curitiba pode contar muito mais do que o parabéns

Quando penso na sequência da Martina, não vejo apenas uma mesa bonita e uma criança soprando sete velas. Vejo duas versões dela na mesma comemoração: a menina que se joga no movimento e a aniversariante que, no fim, para por alguns segundos enquanto todo mundo se reúne ao redor.

É por isso que uma cobertura de aniversário infantil ganha força quando não fica presa aos momentos obrigatórios. O bolo precisa estar lá. O parabéns precisa estar lá. A família também. Mas entre essas partes existe um monte de coisa que ninguém consegue repetir depois.

Se esse jeito de fotografar combina com a festa que você está imaginando, a ideia da minha fotografia de festa infantil em Curitiba é justamente acompanhar a criança sem transformar o aniversário em uma sequência de poses. E, quando a data já estiver definida, você pode me contar onde e quando será a comemoração. A partir daí eu consigo explicar como faria sentido registrar essa história.

As fotografias que ficam são as que parecem ter escapado do roteiro

Talvez daqui a alguns anos a Martina não lembre exatamente da ordem em que tudo aconteceu naquele dia. Talvez a família também esqueça qual doce estava em cada bandeja ou quanto tempo levou para deixar a mesa pronta.

Mas existe uma boa chance de uma fotografia trazer tudo de volta de uma vez: o jeito como ela se movimentava aos sete anos, a roupa que usava, o cabelo caindo quando ficou de cabeça para baixo, a família reunida ao redor do bolo e aquele segundo exato em que a vela ainda estava acesa.

Para mim, é aí que um portfólio deixa de ser uma coleção de imagens bonitas. Ele vira uma pequena biografia de um dia. E a festa da Martina tem justamente isso: começa com uma criança que não queria ficar parada e termina com todo mundo se aproximando para vê-la soprar as sete velas.

Contato

Vamos conversar sobre a sua data

Atendimento em Curitiba e região. Conte o que você está planejando e retornamos com disponibilidade e detalhes.
Verificar disponibilidade para minha data

O WhatsApp é o canal principal de atendimento. Respostas em horário comercial.